Iluminuras

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Iluminura ou miniatura é um tipo de pintura decorativa, frequentemente aplicada às letras capitulares no início dos capítulos dos códices de pergaminho medievais. O termo se aplica igualmente ao conjunto de elementos decorativos e representações imagéticas executadas nos manuscritos e nos livros, produzidos principalmente nos conventos e abadias da Idade Média. A sua elaboração era um ofício refinado e bastante importante no contexto da arte medieval.

COMO ELA PODE SER UTILIZADA NA ATUALIDADE

Apesar de todos os recursos de informática que temos hoje, assim como a caligrafia, a iluminura agregará requinte e valorização a textos caligrafados, de poemas, dedicatórias, projetos para diplomas, textos de homenagem e outros.

BREVE HISTÓRIA

No século XIII, "iluminura" referia-se sobretudo ao uso de douração e portanto, um manuscrito iluminado seria, no sentido estrito, aquele decorado com ouro ou prata.

Já o termo "miniatura" provém do italiano, a partir do latino miniare, que significa pintar com mínio (um óxido de chumbo de cor vermelha). [1] O termo sofreu influência semântica da noção de 'pequena dimensão', expressa em latim por minor,óris, minus ("menor") e minìmum,i ("pequena quantidade"). A arte dos povos bárbaros, que conquistaram o Ocidente e se converteram ao cristianismo, era portátil, baseada em objetos pequenos. Assim, segundo Houaiss, o termo se difundiu através do francês e do inglês, no século XVI, com predominância do significado "representação em pequenas dimensões”. (Wikipédia)

A iluminura, era considerada na Diplomática, como sinal e um dos meios de validação e autenticidade dos códices e documentos, é também um dos mais interessantes capítulos da história da Arte, confundindo-se na sua origem com a escrita, para vir, finalmente, a identificar-se com a Pintura.

O costume de fazer executar nos códices e manuscritos, uma parte decorativa e iluminada, partindo, principalmente, das letras iniciais, tal como se praticou na Idade Média, vem já da mais remota antiguidade, admitindo muitos autores, que essa prática era já conhecida e usada no Egito Faraônico, onde esta arte teve como principal centro de maior importância e perfeito desenvolvimento, a cidade de Alexandria.

De lá, se irradiou esta arte, a convite do Imperador Constantino, para Bizâncio, passando desta cidade para a Grécia e Roma, o gosto dos livros e manuscritos ornamentados com desenhos e pinturas.

Há, porém, alguns autores que afirmam, sem excluir, é certo, a influência da arte bizantina servilmente devota e ligada a certos cânones religiosos, que a nova arte medieval da ornamentação e da miniatura teve uma origem setentrional, bárbara e monástica, pertencendo à Irlanda a glória de a haver iniciado e propagado.

Nesta ilha a caligrafia do séc. VI estava ainda embrionária e a ornamentação de manuscritos dava apenas os primeiros passos, citando-se como prova desta afirmação o BOOK OF KELLS, principal monumento da arte pura e fantástica, mas acentuadamente característica dos anglo-saxões.

A fundação dos mosteiros de V.Callo e S.Colombano, na França e na Alemanha. Na Suíça e na Itália, contribuem para propagar esta arte no continente europeu. A cultura carolíngia e o desenvolvimento que sob o seu notável impulso teve a caligrafia, veio depois juntar-se à influência bárbara e bizantina, que se refletiu principalmente no célebre Mosteiro de Monte Cassino.

Na história da iluminura tem-se considerado duas grandes fases: a primeira, designada por “hierática” e segunda por “naturalista”

Na primeira fase, é manifesta quase exclusiva, a influência da Igreja: o pintor iluminador, sobre o pergaminho, trabalha para o clero e é ele próprio, normalmente, um monge, daí o assunto predileto das suas iluminuras: cenas bíblicas, passos da paixão de Cristo, episódios da vida dos santos, tudo manifestações, enfim, do misticismo medieval cheio de fé e de crença, mas, profundamente ingênuo.

Nessa fase da história da iluminura predomina o símbolo, tudo com efeito, é simbólico, desde os objetos pintados até a cor com que se pintam, por exemplo: um peixe representa um cristão batizado; uma mulher recolhendo, num cálice o sangue que sai da ferida do crucificado, a Igreja recebendo o fruto da paixão de Cristo.

Na segunda fase, são já diferentes os assuntos preferidos pelos novos artistas, inspirando-se não em figuras hieráticas do cristianismo e nas cenas amedrontadoras do Apocalipse, mas em cenas vivas e animadas da vida real, com tarjas surpreendentes que marginam o texto dos códices e manuscritos, inspiradas em variados motivos da flora e da fauna, da arquitetura, em quadros onde já se descortinam perspectivas de ridentes e sugestivas paisagens.

(Fonte: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Lisboa, Editorial Enciclopédia Limitada, volume XIII, PP.522-525).